ESTAMOS DESILUDIDOS MAS SEGUIREMOS VIGILANTES
Depois de reunirmos centenas de produtores de leite na vigília de ontem à noite no Porto, junto ao Castelo do Queijo, queremos hoje manifestar a nossa desilusão quanto aos resultados do Conselho de Ministros da Agricultura em Bruxelas, uma vez que nada de concreto ficou decidido e a grave crise que o leite atravessa exige medidas urgentes.
Registamos como positiva a evolução do Ministro da Agricultura português, que finalmente assumiu as posições defendidas pelas organizações agrícolas portuguesas quanto à suspensão do aumento das quotas leiteiras e à necessidade de evoluirmos para uma regulação do mercado a nível europeu que garanta um preço justo à produção. Esperamos que essa posição não seja sol de pouca dura e que se mantenha nas próximas reuniões que deverão ser decisivas. Esperamos igualmente, em coerência com essa posição, que a nível nacional passemos da publicidade repetida de paliativos para decisões concretas e urgentes. A alteração da linha de crédito hoje anunciada é positiva mas insuficiente, tanto no prazo de empréstimo como nas condições de acesso, que não são alteradas e têm impedido a candidatura dos agricultores com mais necessidade de ajuda.
Por último, enquanto não se resolvem as coisas a nível europeu, importa reforçar a atenção no mercado interno à relação entre a Indústria e Distribuição. Anúncios de acordos simbólicos de encomendar trezentos mil litros por mês (a produção de uma vacaria com 350 vacas) para uma cadeia de supermercados, onde representa uma percentagem minúscula do consumo mensal, não nos convencem enquanto virmos as prateleiras cheias de leite polaco, francês ou espanhol. Por todo o país, os produtores de leite estão atentos, a visitar regularmente os supermercados e a aguardar que neste âmbito a situação evolua positivamente para a produção nacional, sob pena de serem infrutíferos os apelos que temos vindo a fazer aos consumidores de forma moderada e termos de ceder aos muitos agricultores que estão revoltados, desiludidos e convencidos que apenas seremos respeitados quando tomarmos posições de força, semelhantes às registadas noutros países europeus.
Vairão, 7 de Setembro de 2009
A Direcção da AJADP
6 DE SETEMBRO - DEFENDER O LEITE PORTUGUÊS, DEFENDER PORTUGAL
DEFENDER O LEITE PORTUGUÊS, DEFENDER PORTUGAL
No próximo Domingo, 6 de Setembro, entre as 20h00 e as 24h00, na cidade do Porto, em frente ao Castelo do Queijo, vai decorrer uma vigília de Produtores de Leite sob o lema “Defender o leite português, defender Portugal”.
Decidimos organizar esta vigília na véspera do Conselho Extraordinário de Ministros da Agricultura da União Europeia que vai acontecer em Bruxelas a 7 de Setembro, para discutir a crise no sector do leite. Com a nossa presença junto ao Castelo do Queijo, um símbolo histórico da defesa da cidade do Porto e da soberania portuguesa, queremos enviar uma mensagem muito clara ao Ministro da Agricultura, lembrando-lhe a responsabilidade que assume ao representar o Estado Português nesta negociação. Esperamos que tenha coragem de assumir frontalmente uma posição que defenda os interesses do nosso país e as posições veiculadas pelas diversas organizações do sector. Esperamos também que tenha o apoio necessário do Primeiro-Ministro, que não costuma dedicar muita atenção à agricultura.
Vamos manifestar-nos na noite escura, porque negras são as perspectivas dos produtores de leite. Vamos acender mil velas, em representação dos milhares de agricultores e dos cem mil portugueses que directa e indirectamente dependem do leite. Não queremos fazer o velório da agricultura portuguesa, queremos dar esperança aos produtores e iluminar o caminho ao Governo e à Comissão Europeia.
Portugal produz neste momento leite suficiente para alimentar a sua população e garantir a soberania alimentar neste sector. Esta situação pode alterar-se devido à crise de preços baixos que afecta a produção, se não forem tomadas medidas urgentes. Os excedentes que inundam o mercado português abaixo dos custos de produção provêm de outros países europeus. Esta é uma crise com dimensão europeia e deve ser encontrada uma solução a nível europeu.
A Comissária Europeia da Agricultura, com a sua teimosia na liberalização do mercado através do fim das quotas leiteiras, tem muita responsabilidade na actual situação. É ocasião de perguntar: de que vale ter um português na Presidência da Comissão Europeia, se a Comissária teima em defender uma política neoliberal que interessa apenas aos países do Norte da Europa?
As soluções que defendemos são:
Uma ajuda de emergência aos produtores de leite, a nível europeu, porque a proposta da Comissão de atirar a responsabilidade desses apoios para os estados membros deixa os produtores de leite portugueses em clara desvantagem face aos colegas europeus, tendo em conta as dificuldades económicas do país e o pouco interesse do actual governo pelo sector.
O congelamento do aumento das quotas leiteiras, baptizado por “aterragem suave” mas que na prática, como atempadamente avisámos, se transformou numa inundação de leite;
A continuação do sistema de quotas leiteiras após 2015 ou a sua substituição por outro mecanismo de regulação que ajuste a produção às necessidades do mercado europeu garantindo um preço justo para a produção de leite;
A regulação do mercado europeu em termos de relação produção - indústria – distribuição, pois têm sido apontados em toda a Europa, inclusive pelo parlamento europeu, inúmeros abusos por parte das cadeias de distribuição e é reconhecido que quem sofre são sempre os produtores.
Esta vigília é mais um esforço para os produtores de leite após sucessivas manifestações, numa altura de intenso trabalho na agricultura, mas sentimos a responsabilidade de alertar para a gravidade da actual situação. Estamos a fazer a nossa parte. Que outros assumam também as suas responsabilidades.
Vairão, 4 de Setembro de 2009
A Direcção da AJADP
No próximo Domingo, 6 de Setembro, entre as 20h00 e as 24h00, na cidade do Porto, em frente ao Castelo do Queijo, vai decorrer uma vigília de Produtores de Leite sob o lema “Defender o leite português, defender Portugal”.
Decidimos organizar esta vigília na véspera do Conselho Extraordinário de Ministros da Agricultura da União Europeia que vai acontecer em Bruxelas a 7 de Setembro, para discutir a crise no sector do leite. Com a nossa presença junto ao Castelo do Queijo, um símbolo histórico da defesa da cidade do Porto e da soberania portuguesa, queremos enviar uma mensagem muito clara ao Ministro da Agricultura, lembrando-lhe a responsabilidade que assume ao representar o Estado Português nesta negociação. Esperamos que tenha coragem de assumir frontalmente uma posição que defenda os interesses do nosso país e as posições veiculadas pelas diversas organizações do sector. Esperamos também que tenha o apoio necessário do Primeiro-Ministro, que não costuma dedicar muita atenção à agricultura.
Vamos manifestar-nos na noite escura, porque negras são as perspectivas dos produtores de leite. Vamos acender mil velas, em representação dos milhares de agricultores e dos cem mil portugueses que directa e indirectamente dependem do leite. Não queremos fazer o velório da agricultura portuguesa, queremos dar esperança aos produtores e iluminar o caminho ao Governo e à Comissão Europeia.
Portugal produz neste momento leite suficiente para alimentar a sua população e garantir a soberania alimentar neste sector. Esta situação pode alterar-se devido à crise de preços baixos que afecta a produção, se não forem tomadas medidas urgentes. Os excedentes que inundam o mercado português abaixo dos custos de produção provêm de outros países europeus. Esta é uma crise com dimensão europeia e deve ser encontrada uma solução a nível europeu.
A Comissária Europeia da Agricultura, com a sua teimosia na liberalização do mercado através do fim das quotas leiteiras, tem muita responsabilidade na actual situação. É ocasião de perguntar: de que vale ter um português na Presidência da Comissão Europeia, se a Comissária teima em defender uma política neoliberal que interessa apenas aos países do Norte da Europa?
As soluções que defendemos são:
Uma ajuda de emergência aos produtores de leite, a nível europeu, porque a proposta da Comissão de atirar a responsabilidade desses apoios para os estados membros deixa os produtores de leite portugueses em clara desvantagem face aos colegas europeus, tendo em conta as dificuldades económicas do país e o pouco interesse do actual governo pelo sector.
O congelamento do aumento das quotas leiteiras, baptizado por “aterragem suave” mas que na prática, como atempadamente avisámos, se transformou numa inundação de leite;
A continuação do sistema de quotas leiteiras após 2015 ou a sua substituição por outro mecanismo de regulação que ajuste a produção às necessidades do mercado europeu garantindo um preço justo para a produção de leite;
A regulação do mercado europeu em termos de relação produção - indústria – distribuição, pois têm sido apontados em toda a Europa, inclusive pelo parlamento europeu, inúmeros abusos por parte das cadeias de distribuição e é reconhecido que quem sofre são sempre os produtores.
Esta vigília é mais um esforço para os produtores de leite após sucessivas manifestações, numa altura de intenso trabalho na agricultura, mas sentimos a responsabilidade de alertar para a gravidade da actual situação. Estamos a fazer a nossa parte. Que outros assumam também as suas responsabilidades.
Vairão, 4 de Setembro de 2009
A Direcção da AJADP
GOVERNO ESTÁ A COLHER O QUE SEMEOU, MAS OS PRODUTORES DE LEITE É QUE PAGAM!
A AJADP apresentou ao Governo, de viva voz, as preocupações dos seus associados e de produtores de Leite do todo o país com os quais mantém contactos permanentes. O diagnóstico e as soluções apresentadas reafirmaram as posições que a Associação tornou públicas ao longo dos últimos meses e estão em sintonia com as posições das restantes organizações representativas do sector.
O extenso rol de medidas que sugerimos a nível nacional e europeu podem sintetizar-se em três pontos: 1) Ajuda financeira de emergência aos produtores; 2) intervenção no mercado, junto da distribuição, para garantir o escoamento da produção nacional a preço justo, que cubra os custos de produção; 3) Posição firme na União Europeia pela continuação das quotas leiteiras e pela sua regulação flexível de acordo com as necessidades do mercado Europeu.
Aceitamos reunir com o Governo na convicção de que daríamos o nosso contributo num amplo debate com a presença de todas as organizações do sector; Lamentamos que tal não tenha acontecido e consideramos que o Ministro da Agricultura, com as suas declarações, atitudes e omissões foi responsável por este resultado.
Se o Ministro da Agricultura continuar passivo perante a gravidade da situação em que se encontram os produtores de leite, terá se ser também responsabilizado pela contestação que vai continuar na rua, cada vez com mais força e indignação.
Vairão, 27 de Agosto de 2009
A Direcção da AJADP
O extenso rol de medidas que sugerimos a nível nacional e europeu podem sintetizar-se em três pontos: 1) Ajuda financeira de emergência aos produtores; 2) intervenção no mercado, junto da distribuição, para garantir o escoamento da produção nacional a preço justo, que cubra os custos de produção; 3) Posição firme na União Europeia pela continuação das quotas leiteiras e pela sua regulação flexível de acordo com as necessidades do mercado Europeu.
Aceitamos reunir com o Governo na convicção de que daríamos o nosso contributo num amplo debate com a presença de todas as organizações do sector; Lamentamos que tal não tenha acontecido e consideramos que o Ministro da Agricultura, com as suas declarações, atitudes e omissões foi responsável por este resultado.
Se o Ministro da Agricultura continuar passivo perante a gravidade da situação em que se encontram os produtores de leite, terá se ser também responsabilizado pela contestação que vai continuar na rua, cada vez com mais força e indignação.
Vairão, 27 de Agosto de 2009
A Direcção da AJADP
14-8-2009 - A 14 DE AGOSTO, O LEITE VAI À PRAIA
A 14 DE AGOSTO, O LEITE VAI À PRAIA
Dia 14 de Agosto, Sexta-feira, numa iniciativa dos jovens agricultores, com o apoio de várias organizações agrícolas, a luta dos produtores de leite vai da terra ao mar. Assim, pelas 11h30, teremos uma concentração de tractores antigos nos terrenos do futuro parque da cidade da Póvoa de Varzim, junto à rotunda que liga a Avenida do Mar (a primeira vindo da A28) ao Modelo e à Clipóvoa. Depois, a partir das 14 horas, realiza-se um desfile descendo até à praia e seguindo pela marginal até ao Castelo de Vila do Conde, regressando pelo mesmo percurso.
Em tempo de férias (que os produtores de leite não podem gozar) vamos ao encontro dos veraneantes tendo como primeiro objectivo agradecer publicamente aos portugueses que ouviram o nosso apelo e estão a consumir leite e produtos lácteos de origem nacional e agradecer também aos comerciantes que vendem e promovem os nossos produtos.
Por outro lado, queremos renovar a mensagem de “comprar português, cumprir Portugal”, porque o futuro dos produtores de leite e milhares de postos de trabalho em toda a fileira dependem do consumo de leite nacional, ao passo que a importação de sobras de leite a preço de saldo serve apenas o interesse de meia dúzia de portugueses.
A concentração e desfile dos tractores antigos, sendo uma inovação em “manifestações agrícolas”, é também a forma de transmitir várias mensagens: Explicar que a nossa situação é insustentável, porque estamos a receber o pagamento do leite ao preço de há 20 anos, quando os custos de produção eram muito inferiores; Lembrar que Portugal tem a agricultura mais envelhecida da Europa e apesar disso estivemos 4 anos sem receber apoios à instalação de jovens agricultores e aqueles que apresentaram projectos estão sem resposta há um ano ou com resposta negativa, em particular no caso do leite. E mostrar que a agricultura tem uma história, tem um passado, atravessa dificuldades mas pode ter futuro porque há jovens dispostos a trabalhar no sector mas precisam da colaboração dos consumidores, do comércio e do Governo.
Lamentavelmente, do Governo só tivemos orelhas moucas e promessas vãs. Não apoiou o investimento, aceitou o fim das quotas leiteiras e o seu aumento progressivo que lhe tiram valor imediato, ignorou os primeiros sinais de crise no sector, abriu uma linha de crédito que não serve a quem mais precisa e anunciou agora uma pequena ajuda sem dizer quando nem como a vai pagar. Por isso a revolta dos agricultores é cada vez maior e a luta vai intensificar-se até que o Governo perceba a gravidade da situação.
A Direcção da AJADP
Dia 14 de Agosto, Sexta-feira, numa iniciativa dos jovens agricultores, com o apoio de várias organizações agrícolas, a luta dos produtores de leite vai da terra ao mar. Assim, pelas 11h30, teremos uma concentração de tractores antigos nos terrenos do futuro parque da cidade da Póvoa de Varzim, junto à rotunda que liga a Avenida do Mar (a primeira vindo da A28) ao Modelo e à Clipóvoa. Depois, a partir das 14 horas, realiza-se um desfile descendo até à praia e seguindo pela marginal até ao Castelo de Vila do Conde, regressando pelo mesmo percurso.
Em tempo de férias (que os produtores de leite não podem gozar) vamos ao encontro dos veraneantes tendo como primeiro objectivo agradecer publicamente aos portugueses que ouviram o nosso apelo e estão a consumir leite e produtos lácteos de origem nacional e agradecer também aos comerciantes que vendem e promovem os nossos produtos.
Por outro lado, queremos renovar a mensagem de “comprar português, cumprir Portugal”, porque o futuro dos produtores de leite e milhares de postos de trabalho em toda a fileira dependem do consumo de leite nacional, ao passo que a importação de sobras de leite a preço de saldo serve apenas o interesse de meia dúzia de portugueses.
A concentração e desfile dos tractores antigos, sendo uma inovação em “manifestações agrícolas”, é também a forma de transmitir várias mensagens: Explicar que a nossa situação é insustentável, porque estamos a receber o pagamento do leite ao preço de há 20 anos, quando os custos de produção eram muito inferiores; Lembrar que Portugal tem a agricultura mais envelhecida da Europa e apesar disso estivemos 4 anos sem receber apoios à instalação de jovens agricultores e aqueles que apresentaram projectos estão sem resposta há um ano ou com resposta negativa, em particular no caso do leite. E mostrar que a agricultura tem uma história, tem um passado, atravessa dificuldades mas pode ter futuro porque há jovens dispostos a trabalhar no sector mas precisam da colaboração dos consumidores, do comércio e do Governo.
Lamentavelmente, do Governo só tivemos orelhas moucas e promessas vãs. Não apoiou o investimento, aceitou o fim das quotas leiteiras e o seu aumento progressivo que lhe tiram valor imediato, ignorou os primeiros sinais de crise no sector, abriu uma linha de crédito que não serve a quem mais precisa e anunciou agora uma pequena ajuda sem dizer quando nem como a vai pagar. Por isso a revolta dos agricultores é cada vez maior e a luta vai intensificar-se até que o Governo perceba a gravidade da situação.
A Direcção da AJADP
31-7-2009 - PREÇO JUSTO PARA A PRODUÇÃO DE LEITE
PREÇO JUSTO PARA A PRODUÇÃO DE LEITE! (Comunicado conjunto com outras organizações agrícolas)
A situação na produção de leite é cada vez mais dramática. Apesar de todas as manifestações públicas já realizadas, poucos resultados conseguimos. Por isso, desta vez os produtores de leite convidam a comunicação social para vir ao terreno, conhecer a realidade de uma vacaria. Trata-se da Casa Agrícola Martins da Póvoa, em Vilar do Pinheiro, Vila do Conde, uma sociedade agrícola fundada em 2003 por dois irmãos, jovens agricultores, que investiram num estábulo novo para produzirem leite de qualidade com boas condições para os animais e são agora confrontados com um preço abaixo dos custos da produção das suas 70 vacas, quase 2000 litros por dia. De facto, diversas empresas de lacticínios comunicaram novas baixas de preço ao produtor, menos 2 a 3 cêntimos a partir de 1 de Agosto. O Preço médio ao produtor ficará entre 24 e 27 cêntimos, mas há muitos produtores a receber preços inferiores.
Estes preços não cobrem os custos de produção!
Produzir um litro de leite custa muito!
O custo por litro de leite varia entre explorações, mas, nas condições actuais, podemos apontar 40 cêntimos, dos quais 35 cêntimos para as despesas correntes, contando rações, palhas, gastos veterinários, adubos, gasóleo, sementes, manutenção dos equipamentos, desinfectantes, mão-de-obra e 5 cêntimos para amortizar o investimento.
Produzir leite dá muito trabalho!
A produção de leite depende muito do trabalho familiar não remunerado. Diariamente, os produtores de leite ordenham as vacas, alimentam-nas, fazem limpezas, tratamentos e cuidam dos campos (sementeiras, sachas, regas, colheitas), 7 dias por semana. Poucos são os que podem tirar alguns dias de férias. Um estudo recente da União Europeia, relativo ao ano de 2006, refere que as explorações agrícolas da UE tinham margem bruta positiva mas davam prejuízo ao considerar os encargos atribuídos à terra, ao capital investido e a mão-de-obra familiar.
Por isso, os produtores de leite, por toda a Europa, estão a exigir um PREÇO JUSTO:
“O preço que os produtores recebem tem vindo a descer desde 2001. Ao mesmo tempo, os custos de produção (ou seja, custos de rações, gasóleo, adubos) têm aumentado dramaticamente. Dezenas de milhares de agricultores deixaram a produção leiteira, com terríveis consequências para muitas regiões da Europa. Para contrariar esta tendência, os preços pagos ao produtor devem cobrir os custos. Um preço do leite justo é bom para todos (produtores e consumidores). Um preço justo dos produtos lácteos permite um futuro seguro para a produção leiteira nacional. Torna possível preservar as paisagens rurais, paisagens únicas para relaxar e desfrutar. Dá um futuro às zonas rurais. Assegura a qualidade da produção e a soberania alimentar.” (European Milk Board)
Os nossos colegas europeus também exigem 40 cêntimos!
Para fugir às suas responsabilidades, o Ministro da Agricultura tem afirmado que outros produtores da Europa recebem preços inferiores. Como de costume, esqueceu algumas coisas. Esqueceu dizer que esses produtores recebem mais ajudas da PAC que os portugueses e que apesar disso já ocorreram violentas manifestações, com invasão de supermercados, bloqueio de centrais de distribuição e fábricas de lacticínios, cortem de estradas, etc. Também os hipermercados nos acusam de não sermos “competitivos” com os preços lá de fora, mas os colegas Europeus também estão a exigir 40 cêntimos como preço justo.
Não nos serve um acordo qualquer!
Indústria e Distribuição parecem continuar de costas voltadas e não comunicaram até agora qualquer acordo que garanta o escoamento da produção portuguesa. Contudo, temos de avisar que de pouco serve escoar a produção se o preço não cobrir os custos de produção; A importação de leite a preços de saldo não pode ser substituída pela compra de leite português ao preço da chuva.
Os hipermercados entregam o fabrico das “marcas brancas” à indústria que garantir o melhor preço. Assim, a indústria que menos pagar ao produtor é que consegue o negócio. Quem “aguenta” é produtor. Isto é um mercado selvagem!
O governo tem muitas responsabilidades na situação actual:
- Nos últimos 4 anos, considerou que o sector do leite não precisava de apoio ao investimento e só agora corrigiu o erro, quando já ninguém tem capacidade para investir;
- Aceitou o fim das quotas leiteiras e o aumento de 5% da quota europeia, a “aterragem suave”, contra a opinião expressa de todas as organizações representativas do sector;
- Prometeu vezes sem conta “20 milhões de euros” mas ainda não activou nenhuma ajuda depois do “exame de saúde” da PAC em Novembro passado;
- Não sentou à mesa representantes dos produtores, indústria e distribuição, ao contrário de outros países, como França e Espanha, onde já foram assinados acordos tripartidos;
- Continua passivo perante a comissão europeia que insiste no fim das quotas leiteiras, recusa-se a mudar o rumo da política seguida nos últimos anos e propõem que os governos resolvam o problema com ajudas nacionais.
- Demorou 4 anos a legislar sobre o licenciamento das explorações, um processo que só vai complicar e aumentar os custos de produção.
Por isso, atendendo às suas responsabilidades acrescidas, exigimos ao governo:
- Atenção ao mercado, ao respeito pelas regras da concorrência, à qualidade do leite importado;
- Que trabalhe por um acordo entre produtores, indústria e distribuição que garanta um preço justo para fazer face aos custos de produção;
- Ajudas directas urgentes aos produtores, ao mesmo nível das ajudas nacionais e regionais concedidas em Espanha e noutros países da Europa.
- Que o adiantamento do RPU, previsto para Outubro, seja também pago aos milhares de agricultores que sejam sorteados para “controlo”.
A produção de leite é um trabalho diário e a luta pela sobrevivência do sector também não vai parar neste Verão. O leite está a ferver e este Verão vai aquecer. Os ânimos estão exaltados e é cada vez mais difícil conter a nossa indignação.
Os produtores de leite
A situação na produção de leite é cada vez mais dramática. Apesar de todas as manifestações públicas já realizadas, poucos resultados conseguimos. Por isso, desta vez os produtores de leite convidam a comunicação social para vir ao terreno, conhecer a realidade de uma vacaria. Trata-se da Casa Agrícola Martins da Póvoa, em Vilar do Pinheiro, Vila do Conde, uma sociedade agrícola fundada em 2003 por dois irmãos, jovens agricultores, que investiram num estábulo novo para produzirem leite de qualidade com boas condições para os animais e são agora confrontados com um preço abaixo dos custos da produção das suas 70 vacas, quase 2000 litros por dia. De facto, diversas empresas de lacticínios comunicaram novas baixas de preço ao produtor, menos 2 a 3 cêntimos a partir de 1 de Agosto. O Preço médio ao produtor ficará entre 24 e 27 cêntimos, mas há muitos produtores a receber preços inferiores.
Estes preços não cobrem os custos de produção!
Produzir um litro de leite custa muito!
O custo por litro de leite varia entre explorações, mas, nas condições actuais, podemos apontar 40 cêntimos, dos quais 35 cêntimos para as despesas correntes, contando rações, palhas, gastos veterinários, adubos, gasóleo, sementes, manutenção dos equipamentos, desinfectantes, mão-de-obra e 5 cêntimos para amortizar o investimento.
Produzir leite dá muito trabalho!
A produção de leite depende muito do trabalho familiar não remunerado. Diariamente, os produtores de leite ordenham as vacas, alimentam-nas, fazem limpezas, tratamentos e cuidam dos campos (sementeiras, sachas, regas, colheitas), 7 dias por semana. Poucos são os que podem tirar alguns dias de férias. Um estudo recente da União Europeia, relativo ao ano de 2006, refere que as explorações agrícolas da UE tinham margem bruta positiva mas davam prejuízo ao considerar os encargos atribuídos à terra, ao capital investido e a mão-de-obra familiar.
Por isso, os produtores de leite, por toda a Europa, estão a exigir um PREÇO JUSTO:
“O preço que os produtores recebem tem vindo a descer desde 2001. Ao mesmo tempo, os custos de produção (ou seja, custos de rações, gasóleo, adubos) têm aumentado dramaticamente. Dezenas de milhares de agricultores deixaram a produção leiteira, com terríveis consequências para muitas regiões da Europa. Para contrariar esta tendência, os preços pagos ao produtor devem cobrir os custos. Um preço do leite justo é bom para todos (produtores e consumidores). Um preço justo dos produtos lácteos permite um futuro seguro para a produção leiteira nacional. Torna possível preservar as paisagens rurais, paisagens únicas para relaxar e desfrutar. Dá um futuro às zonas rurais. Assegura a qualidade da produção e a soberania alimentar.” (European Milk Board)
Os nossos colegas europeus também exigem 40 cêntimos!
Para fugir às suas responsabilidades, o Ministro da Agricultura tem afirmado que outros produtores da Europa recebem preços inferiores. Como de costume, esqueceu algumas coisas. Esqueceu dizer que esses produtores recebem mais ajudas da PAC que os portugueses e que apesar disso já ocorreram violentas manifestações, com invasão de supermercados, bloqueio de centrais de distribuição e fábricas de lacticínios, cortem de estradas, etc. Também os hipermercados nos acusam de não sermos “competitivos” com os preços lá de fora, mas os colegas Europeus também estão a exigir 40 cêntimos como preço justo.
Não nos serve um acordo qualquer!
Indústria e Distribuição parecem continuar de costas voltadas e não comunicaram até agora qualquer acordo que garanta o escoamento da produção portuguesa. Contudo, temos de avisar que de pouco serve escoar a produção se o preço não cobrir os custos de produção; A importação de leite a preços de saldo não pode ser substituída pela compra de leite português ao preço da chuva.
Os hipermercados entregam o fabrico das “marcas brancas” à indústria que garantir o melhor preço. Assim, a indústria que menos pagar ao produtor é que consegue o negócio. Quem “aguenta” é produtor. Isto é um mercado selvagem!
O governo tem muitas responsabilidades na situação actual:
- Nos últimos 4 anos, considerou que o sector do leite não precisava de apoio ao investimento e só agora corrigiu o erro, quando já ninguém tem capacidade para investir;
- Aceitou o fim das quotas leiteiras e o aumento de 5% da quota europeia, a “aterragem suave”, contra a opinião expressa de todas as organizações representativas do sector;
- Prometeu vezes sem conta “20 milhões de euros” mas ainda não activou nenhuma ajuda depois do “exame de saúde” da PAC em Novembro passado;
- Não sentou à mesa representantes dos produtores, indústria e distribuição, ao contrário de outros países, como França e Espanha, onde já foram assinados acordos tripartidos;
- Continua passivo perante a comissão europeia que insiste no fim das quotas leiteiras, recusa-se a mudar o rumo da política seguida nos últimos anos e propõem que os governos resolvam o problema com ajudas nacionais.
- Demorou 4 anos a legislar sobre o licenciamento das explorações, um processo que só vai complicar e aumentar os custos de produção.
Por isso, atendendo às suas responsabilidades acrescidas, exigimos ao governo:
- Atenção ao mercado, ao respeito pelas regras da concorrência, à qualidade do leite importado;
- Que trabalhe por um acordo entre produtores, indústria e distribuição que garanta um preço justo para fazer face aos custos de produção;
- Ajudas directas urgentes aos produtores, ao mesmo nível das ajudas nacionais e regionais concedidas em Espanha e noutros países da Europa.
- Que o adiantamento do RPU, previsto para Outubro, seja também pago aos milhares de agricultores que sejam sorteados para “controlo”.
A produção de leite é um trabalho diário e a luta pela sobrevivência do sector também não vai parar neste Verão. O leite está a ferver e este Verão vai aquecer. Os ânimos estão exaltados e é cada vez mais difícil conter a nossa indignação.
Os produtores de leite
28-5-2009 - MUITO LEITE E POUCO SUMO!
MUITO LEITE E POUCO “SUMO”
Perante a crise que afecta a produção de leite em toda a Europa, com produtores a receber pouco mais de 20 cêntimos/litro, “espreme-se” o resultado do Conselho de Ministros da Agricultura da UE realizado esta semana em Bruxelas e tira-se pouco “sumo”. Para além de manter as medidas de intervenção no mercado que até agora não surtiram efeito, foi anunciada a possibilidade de antecipar 70% das ajudas do RPU para 16 de Outubro. Essa decisão, apesar de positiva, será apenas um “balão de oxigénio” para quem chegar a Outubro e que se esgotará rapidamente se não forem tomadas medidas efectivas para recuperar os preços de mercado para valores que cubram os custos de produção.
Infelizmente, a Comissária Europeia da Agricultura continua irredutível na “aterragem suave” com aumento gradual das quotas até serem inúteis e não aceitou discutir propostas que apontavam para uma redução de alguns pontos percentuais na quota leiteira a nível europeu, de modo a reduzir a produção tal como se reduziu o consumo devido à crise económica. É caso para perguntar: De que serve ter um Português na presidência da Comissão Europeia se os interesses da agricultura portuguesa não são defendidos e a Comissão insiste nas políticas neoliberais que apenas interessam aos países do Norte da Europa?
Gostaríamos também de ouvir os diversos candidatos ao parlamento europeu pronunciar-se sobre estas e outras questões, atendendo ao facto da agricultura ter a principal fatia do orçamento comunitário e do parlamento europeu ter responsabilidades acrescidas nas políticas europeias com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. Em concreto, que tencionam fazer no parlamento europeu para defender a agricultura portuguesa? Como pensam ajudar a produção de leite em Portugal a ultrapassar esta crise de preços? Concordam com o fim das quotas leiteiras? Que propostas têm para a política agrícola comum depois de 2013? Estão satisfeitos com a (não) implementação do PRODER e com o número de jovens agricultores (não) instalados na agricultura portuguesa desde 2005?
Nós, jovens agricultores, vemos também com muita preocupação as dificuldades de relacionamento entre as indústrias que escoam o leite produzido em Portugal e a distribuição que devia comercializar o leite português mas prefere importar leites a baixo preço de origem desconhecida. Pensámos que o governo tem obrigação de intervir com urgência nesta matéria, como mediador e fiscalizador.
Por último, queremos manifestar a nossa solidariedade com os colegas produtores de leite, que vivem grandes dificuldades mas estão a manifestar na rua o seu descontentamento de forma ordeira, pacata e responsável. Esperamos a mesma atitude de responsabilidade por parte de Indústria, Distribuição e Governo, antes que a produção de leite acabe em Portugal, aumente o desespero dos produtores e não seja mais possível conter o “direito à indignação”.
Vairão, 28 de Maio de 2009
A direcção da AJADP
Perante a crise que afecta a produção de leite em toda a Europa, com produtores a receber pouco mais de 20 cêntimos/litro, “espreme-se” o resultado do Conselho de Ministros da Agricultura da UE realizado esta semana em Bruxelas e tira-se pouco “sumo”. Para além de manter as medidas de intervenção no mercado que até agora não surtiram efeito, foi anunciada a possibilidade de antecipar 70% das ajudas do RPU para 16 de Outubro. Essa decisão, apesar de positiva, será apenas um “balão de oxigénio” para quem chegar a Outubro e que se esgotará rapidamente se não forem tomadas medidas efectivas para recuperar os preços de mercado para valores que cubram os custos de produção.
Infelizmente, a Comissária Europeia da Agricultura continua irredutível na “aterragem suave” com aumento gradual das quotas até serem inúteis e não aceitou discutir propostas que apontavam para uma redução de alguns pontos percentuais na quota leiteira a nível europeu, de modo a reduzir a produção tal como se reduziu o consumo devido à crise económica. É caso para perguntar: De que serve ter um Português na presidência da Comissão Europeia se os interesses da agricultura portuguesa não são defendidos e a Comissão insiste nas políticas neoliberais que apenas interessam aos países do Norte da Europa?
Gostaríamos também de ouvir os diversos candidatos ao parlamento europeu pronunciar-se sobre estas e outras questões, atendendo ao facto da agricultura ter a principal fatia do orçamento comunitário e do parlamento europeu ter responsabilidades acrescidas nas políticas europeias com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. Em concreto, que tencionam fazer no parlamento europeu para defender a agricultura portuguesa? Como pensam ajudar a produção de leite em Portugal a ultrapassar esta crise de preços? Concordam com o fim das quotas leiteiras? Que propostas têm para a política agrícola comum depois de 2013? Estão satisfeitos com a (não) implementação do PRODER e com o número de jovens agricultores (não) instalados na agricultura portuguesa desde 2005?
Nós, jovens agricultores, vemos também com muita preocupação as dificuldades de relacionamento entre as indústrias que escoam o leite produzido em Portugal e a distribuição que devia comercializar o leite português mas prefere importar leites a baixo preço de origem desconhecida. Pensámos que o governo tem obrigação de intervir com urgência nesta matéria, como mediador e fiscalizador.
Por último, queremos manifestar a nossa solidariedade com os colegas produtores de leite, que vivem grandes dificuldades mas estão a manifestar na rua o seu descontentamento de forma ordeira, pacata e responsável. Esperamos a mesma atitude de responsabilidade por parte de Indústria, Distribuição e Governo, antes que a produção de leite acabe em Portugal, aumente o desespero dos produtores e não seja mais possível conter o “direito à indignação”.
Vairão, 28 de Maio de 2009
A direcção da AJADP
Comunicado de 19-3-2009 - 10 PROPOSTAS PARA VENCER A CRISE NA PRODUÇÃO DE LEITE
1-Face às mudanças na economia mundial, a UE deve ponderar a continuação do sistema de quotas leiteiras, deve avaliar os aumentos definidos na “aterragem suave” e procurar outros mecanismos de estabilização do mercado; Se não houver coragem para mudar a decisão sobre as quotas, que haja justiça de conceder apoios iguais para todos os produtores da Europa;
2-Face ao excedente de Produção, a nível nacional ou comunitário deveria ser implementado um Plano de Abate para retirar das explorações os animais excedentários, com vantagens na redução da produção e no Bem-estar animal.
3- Propomos também um Plano de Resgate de quota para pequenos produtores e agricultores mais idosos que pretendam antecipar o fim da produção, entregando posteriormente essa quota aos jovens agricultores em primeira instalação ou que precisam atingir uma dimensão rentável.
4- À semelhança do que será feito no país vizinho, propomos uma vigilância sanitária e económica do leite importado, para garantir a segurança alimentar dos consumidores e a concorrência leal no mercado, sem práticas de dumping.
5 – Seria também importante aumentar o controlo da concorrência nos mercado de matérias primas e rações, porque não se sentiram na pecuária as baixas de preço registadas na produção de cereais.
6- Sugerimos também que o licenciamento de novas superfícies comerciais inclua nas contrapartidas a compra e promoção de produtos agrícolas nacionais, o que terá ainda vantagem pela redução do deficit da balança comercial.
7- Tendo em conta os elevados custos de aquisição de rações e as potencialidades do nosso país para a produção de forragens, importa facilitar o acesso à terra, promover o arrendamento e emparcelamento, penalizando os proprietários de terras incultas quando exista a possibilidade do seu cultivo.
8 - Insistimos que o governo deve corrigir a injustiça de não considerar estratégico o sector do leite no âmbito do PRODER, bem como simplificar procedimentos que têm afastado os agricultores de candidatar-se a apoios ao investimento.
9- Recordamos também a necessidade de terminar e simplificar a legislação para o exercício da actividade pecuária, sobretudo nos aspectos ambientais, que devem merecer apoios específicos para os necessários investimentos de requalificação.
10- Atendendo às dificuldades económicas já expostas, exigimos que rapidamente sejam efectuados os “controlos” de que dependem os pagamentos ainda em falta a milhares de agricultores do RPU de 2008 e sugerimos a antecipação do pagamento de 2009 para todos os agricultores.
Vairão, 19 de Março de 2009
A Direcção da AJADP
2-Face ao excedente de Produção, a nível nacional ou comunitário deveria ser implementado um Plano de Abate para retirar das explorações os animais excedentários, com vantagens na redução da produção e no Bem-estar animal.
3- Propomos também um Plano de Resgate de quota para pequenos produtores e agricultores mais idosos que pretendam antecipar o fim da produção, entregando posteriormente essa quota aos jovens agricultores em primeira instalação ou que precisam atingir uma dimensão rentável.
4- À semelhança do que será feito no país vizinho, propomos uma vigilância sanitária e económica do leite importado, para garantir a segurança alimentar dos consumidores e a concorrência leal no mercado, sem práticas de dumping.
5 – Seria também importante aumentar o controlo da concorrência nos mercado de matérias primas e rações, porque não se sentiram na pecuária as baixas de preço registadas na produção de cereais.
6- Sugerimos também que o licenciamento de novas superfícies comerciais inclua nas contrapartidas a compra e promoção de produtos agrícolas nacionais, o que terá ainda vantagem pela redução do deficit da balança comercial.
7- Tendo em conta os elevados custos de aquisição de rações e as potencialidades do nosso país para a produção de forragens, importa facilitar o acesso à terra, promover o arrendamento e emparcelamento, penalizando os proprietários de terras incultas quando exista a possibilidade do seu cultivo.
8 - Insistimos que o governo deve corrigir a injustiça de não considerar estratégico o sector do leite no âmbito do PRODER, bem como simplificar procedimentos que têm afastado os agricultores de candidatar-se a apoios ao investimento.
9- Recordamos também a necessidade de terminar e simplificar a legislação para o exercício da actividade pecuária, sobretudo nos aspectos ambientais, que devem merecer apoios específicos para os necessários investimentos de requalificação.
10- Atendendo às dificuldades económicas já expostas, exigimos que rapidamente sejam efectuados os “controlos” de que dependem os pagamentos ainda em falta a milhares de agricultores do RPU de 2008 e sugerimos a antecipação do pagamento de 2009 para todos os agricultores.
Vairão, 19 de Março de 2009
A Direcção da AJADP